have a BREAKFAST


Agora eu escrevo aqui.



Escrito por Holly G. às 01h57
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Sim. É assim mesmo. Um dia eu quero o silêncio, no outro resolvo falar. 
Na verdade são duas pontas da mesma coisa.



Escrito por Holly G. às 16h48
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Eu andei gloogando as páginas dos Médicos sem Fronteiras, da Cruz Vermelha e de mais um tanto de ONGs para me voluntariar. Tenho certeza de que não fui a única. Algumas pessoas foram além do google básico e realmente se voluntariaram. Outras embarcaram de fato em aviões e devem estar tentando fazer alguma diferença lá em Porto Príncipe. Se eu fosse um tiquinho mais impulsiva. Se eu fosse aquariana em vez de virginiana. Talvez eu tivesse passado do google. A verdade é que, por mais que eu me sinta impelida a fazer alguma coisa com as minhas próprias mãos para tentar diminuir o impacto que essa tragédia causou, também sei que voluntariado é uma tremenda responsabilidade. Na minha adolescência fiz muito trabalho voluntário. (isso foi antes da classe artística corromper minha alma e me tornar na atriz narcisista e vaidosa que eu tenho sido, e da qual tento me livrar) Trabalhos com comunidades carentes, aulas de inglês em favelas de Francisco Morato, distribuição de café da manhã para moradores de rua do centro de São Paulo, visitas a orfanatos para brincar com crianças portadoras de HIV. Os organizadores dessas atividades sempre frisavam o quão importante era a constância do trabalho voluntário. Acho que esse é um dos maiores problemas do voluntariado. As pessoas se estimulam, se oferecem seguindo ímpetos, culpas, ou sei lá o que as move, e depois de um curto período de tempo se enjoam e abandonam o trabalho. Isso é especialmente crítico quando há crianças envolvidas. Então não adianta largar toda a vida e sair correndo para o Haiti, e voltar daqui uma semana ou quinze dias porque já cansou de brincar de “Salve o desabrigado”. Daqui a dois meses não vai ter mais ninguém preenchendo ficha na Cruz Vermelha. Aliás, até lá é bem possível que algum outro barranco desabe, ou alguma outra catástrofe natural destrua uma cidade, ou algum outro bêbado famoso tome um tiro na Cracolândia;  e quando isso acontecer todas as pessoas vão ficar super indignadas de novo, e vão passar correntes e postar mensagens politicamente corretas no Facebook, e vão apagar da memória a atual tragédia. E quando isso acontecer, eu espero (do fundo do coração) que ainda existam pessoas com memória, querendo minimizar o Haiti. Que ainda existam pessoas entrando em aviões e ajudando a varrer a sujeira daqui a quatro meses. Seis meses. Daqui um ano. Eu não vou poder ficar os próximos meses em Porto Príncipe, porque já tenho outros planos definidos dos quais não vou abrir mão, então vou guardar meu ímpeto de ser voluntária para outro momento, e ajudar da maneira que posso agora. Eu posso escrever e posso falar, e como são muito poucas as pessoas que escrevem e falam o que realmente pensam e acreditam, espero que isso possa ser de alguma ajuda. Ontem tive uma briga muito triste, muito dolorida, com uma das pessoas que eu amo. A briga foi basicamente porque eu dizia que nossa atitude como cidadãos é hipócrita (a discussão surgiu de uma observação banal sobre a lei anti-fumo, passou para um exemplo mais besta ainda e acabou numa crise de valores). Ele insistia em atribuir essa minha opinião a uma questão pessoal. Foi dolorida porque eu sempre o considerei uma pessoa esclarecida, e durante a discussão eu enxerguei que ele defende a hipocrisia em pessoas que ele idolatra, perpetuando assim um grande ciclo de hipocrisia. Não há muito o que se dizer quando isso acontece. Geralmente é o que todos nós fazemos. Guardamos nossas opiniões polêmicas. Acenamos com a cabeça. Culpamos o estado. Nos submetemos a opiniões de um grupo, de um círculo social. Defendemos a escória com medo de retaliação. 

 



Escrito por Holly G. às 16h42
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Por que a gente muda, hein? Por que a gente não pode estabelecer uma forma de viver e permanecer assim? Eu aprendi que todas as mudanças são boas. Às vezes elas demoram anos para se provarem boas. Ainda assim o meu entendimento limitado de eternidade me faz ser otimista e esperar que os bons propósitos se manifestem eventualmente. Por mais que eu gostaria de ser uma pessoa ousada e generosa, no geral minha mesquinharia não me permite enxergar um palmo além do meu próprio umbigo. E eu fico chutando sandálias no andar de baixo do loft me lamuriando de não encontrar uma empregada. Existem muitas formas de dores na vida. Não faço questão de experimentar todas. Estou tão perdida no meio disso tudo. Parece até que o maior terremoto dos últimos 200 anos foi em mim. Uma leve depressão. Vou ter de ter paciência comigo. Comi meia barra de chocolate. Precisava de algo que funcionasse como um anti-depressivo (o hífen ainda se usa assim? Preciso dar uma olhada no Bechara.). Não sei se fez efeito algum. Preciso ficar um pouco em silêncio. Ando ensurdecedora. Não paro quieta. Não paro de falar. Mesmo na minha cabeça. Fico tagarelando, elucubrando. Tentando criar teses e suposições. Tudo parece um tanto egoísta e fútil. Eu sei que é. Tenho a sensação de que o mundo vai mudar dolorosamente. Nunca mais seremos capazes de viver socialmente como vivemos até aqui. Nada apocalíptico, digo conceitualmente. São tantas tragédias... Estou angustiada com o Haiti. Angustiada de continuar minha rotina (ou a falta dela), ler tanta besteira nos Facebooks da vida e me preocupar com o aumento de celulite na minha bunda enquanto não há o que fazer. Simplesmente não sou o tipo de pessoa que deposita dois reais no caixa eletrônico, dá um copy-paste em uma corrente e acha que está tudo bem. Também não quero ser essa pessoa. Não faço a mínima idéia do que estou fazendo, nem por quê. Até as explicações básicas para a viagem... não acredito nelas. Preciso ficar em silêncio um pouco. Antes de empacotar os livros. Antes de fazer as malas. Antes de me alistar na Cruz Vermelha. Preciso encontrar o silêncio. Está tão difícil encontrar silêncio hoje em dia.



Escrito por Holly G. às 00h16
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BLOG DO GUSTAVO CHACRA. (só clicar)
Tem arrasado na cobertura ao desastre no
Haiti



Escrito por Holly G. às 14h09
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Na sessão dessa semana meu terapeuta insistia comigo de que são necessários pequenos “assassinatos” simbólicos para que possamos efetivar algumas mudanças na vida. No caso era parar de fumar. Eu precisaria “matar” a fumante em mim. Fiquei irredutível, com milhões de argumentos, de que quem fumava era meu corpo e não eu, e apelei para conceitos energéticos da essência da existência, dei um nó e o fiz admitir que eu seria uma excelente advogada. Então hoje, depois de um constrangedor ataque de choro completamente despropositado (e em um momento que deixou tudo mais bizarro ainda), cheguei à conclusão de que estou em luto. Não pela fumante em mim, (vamos ser sinceros, eu nem era tão apegada a ela assim); mas em luto por tudo que eu fui até aqui. O que eu tenho evitado admitir é que nada vai ser a mesma coisa daqui para frente. Vai ser muito melhor, e talvez pela primeira vez na minha vida eu saiba exatamente quem eu sou. Não vai ficar nada da pessoa que eu fui até hoje. Estou em luto por mim mesma, mesmo que esse luto seja uma coisa boa. É paradoxal, eu sei. E acho que todo esse carnaval em volta da abstinência e da reabilitação foi uma maneira (um pouco covarde, confesso) de camuflar a verdadeira mudança. Eu sou uma assassina. Serial. Matei minha carreira. Matei todo um universo de amizades. Matei meus últimos amores. E matei tantas pessoas dentro de mim, que estou apavorada com a única que sobrou. Eu estava preocupada essa semana com meu livro. Ele fala do luto. Pois é. E eu estava preocupada porque não achava mais ele dentro de mim. Achei que teria de terminá-lo mecanicamente, estava até frustrada com isso. Mas isso, hoje. Isso foi maravilhoso. Acho que esse livro nunca esteve tão dentro de mim como está agora. Vou ser obrigada a me redimir com o V. na sessão de quarta-feira. Os assassinatos são necessários. Não apenas necessários, como inevitáveis. 



Escrito por Holly G. às 13h59
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AH! Ganhei um monte de música legal do Ozzie
Adoro isso.



Escrito por Holly G. às 21h43
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Andei toda irritadinha hoje. Dava uns pitizinhos e depois me sentia uma boba. Ficava rindo sozinha de lembrar o quanto era ridículo ficar irritadinha. Andando toda empinadinha por aí. Logo de manhã fiquei toda irritadinha com o telefone que tocou. (Mania besta do povo me ligar de manhã. Não aprenderam que eu não atendo?). Depois dei pitizinho com a gerente do Itaú. Falei que achava as taxas que eles cobravam absurdas, e que eu me sentia lesada e ia encerrar minha conta e abrir uma outra conta em um outro banco que tivesse uma relação mais justa com os seus clientes e esperava que ela anotasse essa reclamação e encaminhasse para a superintendência e passar bem. Muito ridículo, levando em conta que eu estou encerrando minha conta no Itaú para abrir uma no HSBC porque ele é um banco mais internacional para me dar retaguarda esse ano na Europa. Então fiquei dando risada da minha cara no espelho quando desliguei o telefone. Desci no térreo para tentar falar com a Dona Ivete (Dona Ivete aliás vai me abandonar. Vai para a Paraíba cuidar da mãe doente.), minha faxineira, e a porta não abria, então eu fiquei irritadinha com a porta. E o faxineiro do prédio veio me ajudar, e acho que ele deve ter algum problema mental porque ele sempre fica rindo e me olhando, e pulando na minha frente, e eu nunca entendo nada do que ele fala. Então eu fiquei irritadinha com ele também e quase dei pitizinho. Fui para a terapia, quase dei pitizinho com o manobrista, com o segurança da portaria, o com meu terapeuta (que teve o desplante de dizer, na minha cara, que ele achava que eu era apenas uma pessoa intropectiva, com problemas de relacionamentos; mas agora ele via que além disso eu estava me tornando uma pessoa solitária. !!!. Muito bom ouvir isso do seu terapeuta enquanto você tenta se reabilitar de um vício.). Por aí foi o meu dia. Eu toda irritadinha e empinadinha, embaixo desse calor do Quênia que tem feito. Fala a verdade. Sou tão ridícula às vezes.



Escrito por Holly G. às 21h42
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Estou sobrevivendo aos sintomas da abstinência. E muito orgulhosa de mim. Eu tenho um maço de cigarros em cima do armário. Com isqueiro e tudo. Acho que psicologicamente funciona para mim pensar que eu posso fumar se eu REALMENTE quiser, e que os cigarros estão ao alcance de dois passos e uma esticadinha de pescoço. Imagino que qualquer um ficaria também orgulhoso de mim se soubesse que todos esses dias eu nem sequer toquei nesse maço de cigarros. E olha que eu tive algumas situações críticas de roer as unhas. Alguns momentos de extrema vontadinha de acender um cigarro. Em uma das vezes comi 3 donuts. Em outra plantei toda minha fazenda do Farmville (Terapia ocupacional. Funciona sempre!). Teve uma vez que liguei para a MH. Ela também está no processo de reabilitação então compartilha da minha dor e angústia (embora ela consiga fazer parecer que as coisas são muito mais fáceis e simples e legais sempre). Li um livro. Três revistas Boa Forma. Principalmente as matérias sobre infertilidade, trombose e células inflamadas pelo cigarro. Comi bisnaguinhas. Tomei banho. Senti hoje que as coisas estão bem melhores. Sumiu a vontade louca de comer. Li em algum lugar mesmo que esse aumento de apetite não durava mais do que um mês. Tive insônia ontem, coisa que não vinha acontecendo. Mas achei a troca boa. Chocolate por insônia. Insônia eu sei tratar. Tive insônia a vida inteira. Sei tornar a insônia produtiva também. Não tive nenhuma recaída na última semana. Dizem que as recaídas fazem parte do processo. Não lembro direito quando resolvi parar, oficialmente. Foi no Natal, ou no dia seguinte ao Natal. Não lembro. Desde então tive duas recaídas. Um cigarro horrível, de uma marca horrível, que roubei bêbada depois da festa de Reveillon. Resolvemos pular na piscina e tinha um pessoal sentado em uma das mesas, tomando os restos das champagnes e fumando. Poxa! Reveillon!!! Roubei um. Me arrependi em seguida. Não tinha o mesmo sabor do meu. Segunda recaída foi há uma semana. Aqui em casa. Vinho e papo mulherzinha com a CarolH e a Lulu. Situação difícil. Muito difícil. Fumei uns oito e não me arrependi. Ontem quase protagonizei mais uma recaída. Trabalhando no livro (Deus! Como me dá vontade de fumar quando estou escrevendo!!!). Entrei em crise com o texto, com a história, com os adjetivos, com o narrador, com tudo. O maço estava no armário, eu nem olhei. Isso é bom, né? Rssss. A necessidade absurda de fumar imediatamente dura pouco. São apenas alguns minutos. Isso está sendo legal de aprender. Eu não preciso ficar sem fumar para sempre. É muito difícil se eu pensar assim. Eu só preciso ficar sem fumar alguns minutos. Aqueles minutos que bate a vontade. Só por mais algumas semanas. Só mais um pouquinho. Depois a vontade vai sumir. Isso também parece legal. Tô feliz com isso.



Escrito por Holly G. às 10h37
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Então eu tive a brilhante idéia de parar de fumar. Eu já estava naquele ponto que ficava imaginando o meu pulmão se petrificando com cada tragada de fumaça preta e fedorenta. O cheiro de cigarro é uma das coisas mais broxantes que existe. Calça jeans no dia seguinte da balada. Argh! A questão é: o cigarro parou de combinar comigo. Eu sou uma mulher bonita. Sou inteligente. Não me parece muito coerente manter um hábito tão agressivo. Que deliberadamente compromete minha saúde, meus órgãos internos e destrói minha produção (camuflando o aroma do meu caríssimo perfume francês com nicotina). Já fui bastante auto-destrutiva (Acho que se chama “adolescência tardia”). Mas a tal da maturidade também traz a capacidade de nos impressionarmos com matérias nas revistas sobre trombose, incapacidade cardiovascular e aumento de celulite em fumantes. Pelo menos causou isso em mim, e no meio de tantas mudanças que tenho vivido, porque não abandonar um vício bobo como esse? Ok, essas são as coisas boas. Parar de fumar, viver de maneira mais saudável, sentir o verdadeiro sabor dos alimentos, etc... Então vem o processo de desintoxicação, e os inevitáveis kilos a mais, afinal sejamos realistas: Estamos falando de abandonar uma dependência química e ninguém faz isso impunemente. No começo me peguei ansiosa pensando onde poderia conseguir um cigarro. Olhando para o maço de estranhos e ensaiando na minha cabeça como poderia pedir um.  Dei duas escorregadas e me senti culpada no dia seguinte. Agora resolvi assumir sem qualquer restrição minha condição de viciada em abstinência. Evitando interações sociais até poder ter mais segurança de mim mesma, consumindo filmes no Pay Per View e comendo. Comendo muito. O engraçado é que automaticamente acabei substituindo minha obsessão oral pela nicotina, por uma obsessão oral por glicose. Estou praticamente a Madonna: tudo precisa ser  Sweet and Sticky. Estou com um paladar de dar inveja aos meus sobrinhos. Semana passada foram potes de Chandelle. Balas de goma, Talento vermelho, Nutella... Essa semana são os Donuts. Simples, com calda de açúcar. Hummmm! Me peguei comprando Cheethos ontem.  Pode ser uma mudança de padrão. Uma nova fase de recuperação. O humor também está bem alterado. Não que eu esteja rabugenta e mal-humorada - isso também. Estou especialmente impaciente. Desinteressada. Fico grunhindo monossílabos no telefone, me recusando a sair de casa. Zapeando pelos canais de sitcom americanos. Libido zero. Isso tudo também me faz sentir culpada. O problema é que eu me culpo por fumar, eu me culpo por engordar, eu me culpo por não ser um cérebro intelectual de observações sagazes e pertinentes. Eu me culpo por não ser uma dessas pessoas antenadas socialmente, com milhares de compromissos e agitos. Me culpo também por ser uma egoísta e não estar em campanha para ajudar os desabrigados de São Luis do Paraitinga. No meio disso tudo, resolvi ser um pouco generosa comigo mesma. Não adianta tentar ser a mulher-maravilha. A super-pessoa que tem um corpo lindo, estuda, lê, trabalha, namora, amigos, família, concorre ao Prêmio Nobel... Não dá para ser tudo. Tenho certeza que Barack Obama também se cobra e se culpa de muita coisa (e ele ganhou o Prêmio Nobel!) Disciplina também é saber priorizar as coisas. Saber assumir os compromissos aos poucos. Vou parar de fumar, mas vou acabar engordando alguns kilos no processo. A alimentação natural, cheia de leite de soja e vitaminas de linhaça, vai ter de esperar alguns semanas. O apartamento não estará sempre impecável como eu gostaria. Eu não vou ser tão gentil com meus amigos como eles gostariam. E quanto a salvar a humanidade... Bem! Vamos tentar salvar essa pessoa primeiro, né? Mas se eu conseguir passar por isso. Se eu conseguir realizar completamente esse primeiro propósito – parar de fumar – acho que vou mais fortalecida para outras etapas da minha vida. Vamos devagar. O ano está só começando. E depois, vamos combinar? Não parece tão horrível assim comer potes de Chandelle, curtir um tempo em casa, e ainda respirar melhor.



Escrito por Holly G. às 14h10
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Ultimamente eu tenho achado o César Cielo um gatinho. Será que isso pode ser considerado pedofilia?



Escrito por Holly G. às 12h19
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